O Recado de Mato Grosso: O Fim do Centralismo Começa na Gestão Local Eficiente

O Marco da Unidade: Um Sinal de Confiança, Não de Concentração de Poder

Pela primeira vez em sua história, a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) alcançou a adesão de 100% das cidades do estado. Este feito, sob a liderança de Léo Bortolin, transcende a mera estatística. Ele representa um voto de confiança maciço em um modelo de gestão que privilegia a entrega de resultados tangíveis em detrimento de discursos ideológicos. A filiação unânime não ocorreu por decreto ou imposição, mas por uma decisão soberana de cada um dos 142 gestores municipais, que viram na AMM um instrumento valioso para a defesa de seus interesses e o desenvolvimento de suas comunidades. Em um país acostumado com a compulsoriedade de sindicatos e afiliações automáticas, a conquista da AMM é um exemplo prático do princípio da associação voluntária, onde a permanência é garantida pela satisfação e pelo valor agregado, não pela força da lei.

A gestão de Bortolin, ex-prefeito de Primavera do Leste, aplicou uma lógica empresarial e de responsabilidade à entidade. Em vez de se posicionar como mais um anexo do poder político, a AMM transformou-se em uma prestadora de serviços de alta performance. O fortalecimento do corpo técnico, o apoio gratuito na elaboração de projetos e a assessoria para destravar recursos federais são a materialização de uma filosofia simples: o poder emana de quem produz resultados. Para os municípios menores, muitas vezes desprovidos de estrutura técnica para competir por verbas ou para se defender de complexidades jurídicas, esse apoio é vital. É a demonstração de que a cooperação mútua, baseada em interesses comuns e eficiência, é muito mais poderosa do que qualquer plano centralizado concebido em um gabinete distante da realidade local.

Autonomia Municipal: A Defesa Contra o Leviatã Estatal

O verdadeiro significado da unidade alcançada pela AMM reside em sua capacidade de fortalecer cada município em sua luta por autonomia. A entidade se consolidou como uma trincheira na defesa do federalismo prático, aquele que reconhece que os problemas reais dos cidadãos são mais bem resolvidos por quem está próximo deles. Pautas como a busca por segurança jurídica, a luta por compensações financeiras justas e a defesa da autonomia na reforma tributária mostram que o principal adversário do desenvolvimento local é, frequentemente, a burocracia e a sanha arrecadatória dos entes maiores, como o estado e, principalmente, a União.

A atuação da AMM reflete um princípio fundamental do direito natural: o direito de uma comunidade de gerir seus próprios assuntos e de não ser subjugada por um poder central arbitrário. Cada município possui uma vocação, uma cultura e desafios únicos que não podem ser contemplados por soluções padronizadas vindas de Brasília. Ao falar em nome de todo o território mato-grossense, a AMM não anula as individualidades, mas as potencializa, dando voz a quem, sozinho, não seria ouvido nos corredores do poder central. Essa frente unida é um mecanismo de autodefesa da soberania local, essencial para garantir que os recursos gerados na ponta não sejam drenados para sustentar uma máquina estatal inchada e ineficiente, que raramente devolve os benefícios na mesma proporção.

A Batalha pela Segurança Jurídica e a Previsibilidade

Um dos pilares da gestão que levou à união total dos municípios é a busca incessante por segurança jurídica. Para o cidadão comum, o empresário que gera empregos ou o produtor rural que alimenta o país, nada é mais destrutivo do asfixia de regras que mudam constantemente, criando um ambiente de incerteza que paralisa investimentos e o progresso. A AMM atua como um escudo, defendendo que os municípios tenham um ambiente regulatório estável, onde os contratos sejam respeitados e o direito de propriedade seja sagrado. Essa previsibilidade é a base sobre a qual a prosperidade é construída, permitindo o planejamento de longo prazo e a livre iniciativa, conceitos que são antagônicos a regimes que se baseiam no controle estatal e na intervenção constante na economia e na vida das pessoas.

Resultados Concretos: Onde o Município Mais Precisa

A afirmação de Léo Bortolin de que “não existe filiação plena sem entrega” encapsula a essência do sucesso. Enquanto o gigantismo estatal se especializa em criar dificuldades e vender facilidades, a AMM focou em entregar soluções. O aumento expressivo na aprovação de projetos junto a programas federais é a prova cabal disso. Isso significa mais creches, mais postos de saúde, mais asfalto e mais oportunidades para os cidadãos. É a diferença entre a promessa ideológica de um paraíso futuro, que nunca chega, e a melhoria concreta da vida das pessoas no presente. Ao capacitar os gestores e suas equipes, a associação promove uma cultura de responsabilidade fiscal e excelência administrativa, mostrando que a boa governança não depende de mais recursos estatais, mas do uso inteligente e honesto dos recursos já existentes.

Mato Grosso e a Lição da Subsidiariedade: Um Modelo para o Brasil

O sucesso da AMM em Mato Grosso oferece uma lição poderosa para um Brasil que parece patinar entre crises fabricadas e a paralisia decisória. A prosperidade do estado, impulsionada pelo agronegócio – a mais pura expressão do capitalismo, da livre iniciativa e do trabalho duro –, não é um acaso. Ela está intimamente ligada a uma cultura que valoriza a autonomia, a responsabilidade e a busca por eficiência. O que a AMM fez foi aplicar esses mesmos princípios à gestão associativa municipal.

Este modelo se contrapõe diretamente à visão socialista e centralizadora que enxerga o Estado como o único motor da sociedade. A experiência de Mato Grosso prova o contrário: o verdadeiro progresso nasce da liberdade e da responsabilidade no nível mais local possível. Quando os municípios são fortes e autônomos, eles se tornam laboratórios de boas práticas e são mais capazes de garantir os direitos fundamentais de seus cidadãos, incluindo o direito à vida, à liberdade e à busca pela felicidade, sem a tutela de um “Big Brother” estatal. A união voluntária para a defesa mútua e a busca por melhores condições de governança é o caminho para um Brasil mais próspero e livre, construído de baixo para cima, a partir da realidade de cada cidade, e não de cima para baixo, a partir das abstrações de planejadores centrais.

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